Ida E Volta

Ida e volta.
Ao som insistente do despertador os olhos se abrem. A água gelada faz o corpo despertar
totalmente, se vestir, escovar os dentes e se o horário permitir um gole de café faz a mente
terminar de acorda.
Ônibus lotado.
É gente.
É muita gente.
É muitas mentes.
São muitos pensamentos.
É muito sono.
É muitos sonhos, planos e preocupações no mesmo ônibus.
E ao chegar no terminal não se termina mais se recomeça.
Outro ônibus.
Sentada ou em pé.
O caminho está quase todo percorrido.
Mais planos.
Mais sonhos.
Mais, mais e mais.
Até a parada certa chegar.
Quando se chega nas escadas a cada degrau lembranças de textos que precisam ser lidos ou
relembrados. Trabalhos que ainda estão pelo meio. E antes do último degrau a esperança de
que todo o esforço vai valer a pena.
Na catraca a digital passada autoriza.
Autoriza a entrada.
Autoriza a ter forças pra o dia pela frente.
Autoriza a não perder o fôlego.
A corrida até a porta do elevador e os olhos atentos e a garganta preparada pra gritar e pedir :
“ segura”.
Elevador lotado: “ bom dia” . Se vai haver resposta vai depender dos seres humanos e a
humanidade que existe em cada um.
Elevador vazio o espelho faz companhia onde nós mostra a cara de sono que não se foi com a
água gelada do banho. Perguntas são feitas e logo encontrasse a resposta que está dentro de
nós mesmos.
Até a sala dá tempo pra cabeça revisar se esqueceu algum.

Se sim não dá mais tempo de fazer.
Se não amém.
Na sala.
A aula.
O aprendizado.
A conversa com os amigos.
Enfim o intervalo.
O salgado.
O suco ou refri.
Outra aula.
Outro aprendizado.
Outras conversas.
Na saída outra digital autoriza.
Autoriza a liberdade.
Autoriza a volta.
Autoriza.
Na Parada os olhos estão atentos a cada ônibus.
No ônibus a lista de coisas e responsabilidade á ser compridas começa a surgir.
No terminal novamente.
Mais um recomeço.
Um outro ônibus.
O medo do último ônibus na volta pois o corpo e mente querem um minuto.
E o sono vem. Os olhos ganham quilos e quilos.
Vez ou outra um cochilo.
Vendedores de balas, biscoitos, chilitos e histórias.
Gritam. Pedem desculpas. Vendem .
Até a chegada na paisagem conhecida.
Ao descer a certeza que o aconchego do lar está perto.
E a certeza que ainda faltam alguns anos pra essa jornada terminar.
Mais por aquele dia ele foi cumprida.


Acadêmica do Curso de Publicidade e Propaganda.
Atriz, 28 anos, Piauiense e cristã. Mãe do Bryan Lira, gateira, amante de chocolate, café, escrita de roteiros e Cinema. Empenhada, criativa e sorridente, em constante busca de realizar seus sonhos.
@camilalopesoficial

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